Ossos quebrados são a melhor síntese de toda a situação. Mas há muito mais coisas entre o chão e o corpo que nossa vã filosofia pode imaginar.
Tudo pode começar com um “maior a altura, mais forte a queda”. Lógico. E quem não sabe voar direito não deveria se arriscar a grandes altitudes.
Mas há quem se arrisque. Lógico. Ingênuo, crédulo de suas falsas capacidades. A queda aqui referida foi acima de tudo um atestado de incapacidade. Algo marcado com dor em cada um de seus ossos partidos. Algo marcado em sua memória como uma experiência amarga.
Mas há uma experiência. Lógico. E de toda a experiência se tira uma lição de vida, por mais simples que seja. Aqui a lição não deve ser “nunca mais arrisque”. Isso é fuga. Mas o traumatizado com certeza olhará o penhasco com outros olhos e arriscará. Agora, experiente, numa altura menor. E assim calmamente atingir o objetivo.
Espera-se também que os ossos possam cicatrizar. Claro.
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