Cacos
Acredite. Abrir os olhos é mais traumatizante.
Amar quem não merece é uma coisa.
Descobrir que não merece é outra.
Como faz falta a aura que desenhei em volta dela… Que a protegia da minha razão impessoal, esclarecedora e inconseqüente. Como eu era antes dela. E como ela me preveniu de ser. Como eu queria continuar sendo. Pra continuar amando.
A infeliz razão me fez ver o que não iria nunca acontecer, mas que o amor mostrava. A triste verdade que se escondia nas mentiras que amava tanto. Amava cada mentira daquelas. Que construí com tanto amor.
Eu a amava e ela morreu. Cada mentira. E sinto falta. Mas confio na razão. Ruim é amar mentiras. Elas somem. E confio no tempo. Que cobrirá as mentiras com pó do desuso e meu amor com mais razão. E amarei outra coisa.
Se é que a verdade é amável.
Etiquetas: amor, Análise, busca, Cotidiano, crise, Eu, Fluxo de consiência, Pensamento, Pensar, Pessoal, realizar, Reflexão, tédio, Vida
Janeiro 10, 2008 em 9:16 pm
Não sei qual foste a tua inspiração ao escrever tal texto, mas agradou-me bsatante… A forma como se refere às mentiras é realmente louvável… É admirável que julgue as mentiras como algo ruim e execrável para que elas possa então desaparecer de nós…
Goste bastante, parabéns!